quarta-feira, 8 de julho de 2020

#9 - Análise Completa da Porto Seguro - PSSA3

AVISO! Já deixo avisado que esse post será grande.



E aí meus leitores, beleza? 


Eu vou trazer algumas análises de empresas e teses de investimentos que eu tenho na minha carteira, também devo trazer mais pra frente alguma coisa que eu não tenha em carteira e dizer os porquês. Inicialmente essa análise eu ia colocar no canal Escola para Investidores no Youtube, mas como ia ficar um vídeo gigante e ia ser um pesadelo animar ele, então minha preguiça venceu e vou deixar como post. Já deixo avisado que esse projeto começou lá no canal e por causa disso já tem dois vídeos sobre o assunto:

O primeiro vídeo analisa o mercado de seguros brasileiros e ver se ele é bom ou não.

Análise do mercado de seguros brasileiro


O segundo vídeo explica como funciona uma seguradora e quais são as tendências futuras que eu enxergo no ramo.


Entenda as seguradoras e as tendências futuras


Recomendo fortemente que vocês vejam antes de prosseguirem com a análise da que está por vim, isso porque esse inicio de tese de investimento é o que fundamenta em si as diretrizes da análise da empresa. Bem, vamos deixar de enrolar e vamos xeretar o business da Porto Seguro (que vou chamar a partir de agora apenas de PS). Também já deixo avisado que a análise será um pouco longa porque são muitos detalhes, mas também te prometo uma boa análise, porém, não tão profunda, tão técnica. O foco aqui não é inventar nada nem ficar cutucando muitos números, é uma análise simples, descomplicada, mas o suficiente para eu colocar a empresa na minha lista de futuras aquisições ou não. 

Primeiramente, antes de entrar a fundo na empresa eu gosto de ver rapidamente o que a empresa faz (primeiramente, só para conhecer por cima, mais lá pro meio da análise vou aprofundando mais), hoje a PS é a quarta maior seguradora do brasil e é líder em segmento de auto e de residências. 


A empresa tem uma controladora chamada PSIUPAR, que é controlada pela família Garfinkel, com 57%, e também o Itaú, com 43%. Ultimamente eu tenho gostado muito de empresas controlada por familiares ou pelos sócios fundadores, não tenho nenhum motivo pra explicar isso, apenas gosto, parece que a trajetória deles são muito mais bem definidas. De qualquer forma, a questão do controle é tranquila pra mim. Já o Itaú é o banco mais rentável do mundo e já sou familiarizado com ele, ter ele como sócio traz uma vantagem boa e confortável, eu já tive Itaú em carteira e atualmente sou sócio da Itaúsa. Muita gente acha que a PS é do Itaú, leve engano. O free float também é bom e nem precisa focar muito nisso, com 29%.

Olhando de novo essa estrutura acionária do porto seguro dá pra ver que ela não é uma empresa nem um pouco pequena. Olha o tanto de subdivisões que a empresa tem! É seguro de carro, residência, saúde, odontológico, capitalização, vida e previdência, seguros em outro país focada em automóveis, outros ramos financeiros como consórcios e financiamentos, além de muitos outros serviços prestados como zilhões que tem aqui. Veja que interessante, a PS tem a sua própria locadora de veículos e até fornecimentos de peças de carro e seguros de animais domésticos e serviços veterinários. Eu disse que ela era um pouco complicada. Só de olhar isso já dá uma canseira né, hahaha, mas é só lembrar o que eu disse no segundo vídeo, o grosso do lucro vem daquele modelo de negócios clássico de uma seguradora.

Vamos a história da empresa em si, vamos entendê-la, como ela chegou onde está? Acho essa parte importante e aprendi isso em Narrative and Numbers - The Value of Stories in Bussiness.

A história da PS iniciou em 1945, quando começou a vender seguros na cidade de São Paulo. Ela foi fundada por diretores e acionistas do Bradesco. Dá pra ver que é uma empresa antiga, com experiência do mercado, com mais de 70 anos. Entre 1945 e 2003 a empresa veio crescendo comprando outras empresas menores e fazendo a sinergia. Em novembro de 2003, a Companhia ampliou sua presença no mercado de seguros por meio da aquisição da Azul Seguros, que oferece seguro de automóvel, seguros patrimoniais e seguros de vida. Esse daqui foi um dos grandes pulos da empresa, que levou ela pro topo das empresas desse segmento. Em 2004 ela fez o IPO, muito provavelmente pra ajudar a pagar as dívidas da compra do Azul Seguros e também pra se consolidar melhor no mercado. Esse IPO proporcionou a consolidação da governança corporativa, que é um dos requisitos pra se ter uma empresa na bolsa, e possibilitou a expansão da empresa pra fora do território de SP. 



A próxima turbinada da empresa veio no quarto trimestre de 2009, a PS e a Itaú Unibanco Holding celebraram a unificação das operações de seguros residenciais e de automóveis, pelo qual a PS obtém o direito exclusivo para a oferta e distribuição de produtos de seguros residenciais e de automóveis para os clientes da rede de agências (e demais canais) do Itaú. Preciso nem comentar a sinergia que essa parceria deu né. Com a referida associação o Itaú Unibanco passou a deter 30% de participação nas operações da Porto Seguro. O negócio possibilitou que o Itaú e a PS combinem seus padrões de excelência para oferecendo produtos mais adequados para atender os diversos segmentos de mercado, por meio das marcas: Porto Seguro, Itaú e Azul Seguros. 

Veja essas três marcas aí. A estratégia da empresa nos últimos anos quando vai oferecer os seus serviços é segmentar a marca em duas, ou ela vende seguros da PS, que é uma marca mais forte, diferenciada, tem mais nome, um alto nível de serviço e valor agregado, com mais aplicação de tecnologia e tudo mais, ou ela vende a marca Azul Seguros, que é uma marca mais povão, mais simples, preços mais acessíveis, famoso low cost. Mas em ambas as marcas ela sempre põe o nome do Itaú por trás, como se fosse um suporte das duas marcas, isso porque o nome Itaú trás muita confiança e credibilidade.

O bom de você acompanhar o histórico da empresa é que você já vai pegando o feeling dela em relação a inovação e acompanhamento de tecnologia. Não vou colocar tudo bonitinho aqui, mas ao longo da linha temporal da PS vão se verificando várias atuações muito agradáveis para os meus olhos, como a campanha de Trânsito + Gentil, que concede desconto na sua apólice se você não tiver pontos na carteira, lançamento de centros de atendimento rápido de sinistros, revisão dos valores e missão da empresa com os próprios funcionários, criação de startup aceleradora, e várias outras coisinhas. 

Eu gosto muito quando a empresa é detalhista assim, porque te dar a chance de conhecer melhor ela e mostra a dedicação do RI com o minoritário, eles se preocupam e, logo, ganha pontos comigo. Quando uma empresa só tem números contábeis no seu RI a análise fica chata e pesada, você não tem aquela análise subjetiva do negócio, que é muito importante na minha opinião (experimenta dar uma olhada na seguradora Alianças da Bahia). 

Continuando, em 2016 ela fez a aquisição da base de clientes de automóvel da Chubb, uma das seguradoras líderes no segmento Premium Auto e também a compra da base de clientes de automóvel da AIG Seguros Brasil. Isso tudo mostra que a PS chegou na liderança desses dois segmentos atuais graças a aquisições e parcerias certeiras, aliada a uma boa administração. Aqui fica visível que ela tem competência para crescer nos outros segmentos de seguros e subir no ranking de market share fazendo a mesma coisa, já podemos ficar esperando essas notícias.

Em 2017 e 2018 teve aperfeiçoamento dos app Trânsito + Gentil e SOS link e também lançou a campanha “sem sair do sofá”. Tá, ok, gostei do histórico, mas quem é a PS? Cadê aquele retrato que mostra tudo da empresa em segundos, bem, tá bem aqui:


Apesar desses dados estarem um pouco desatualizados (2018), eles não atrapalha o propósito da imagem. Rapidamente já dá pra ver que metade da PS são seguros de autos. Tirando o segmento de auto, a companhia é dividida em diversos ramos diferentes como já vimos e isso traz algumas reflexões.

É realmente vantajoso ser tão ramificada assim?

Eu diria que sim, você está exposto a muitos ramos promissores de crescimento. Claro que cada segmento é diferente, mas isso deixa o seu modelo de negócio mais robusto, mais independente do core business da empresa. Essa sinergia entre diversos ramos trás oportunidades de cross-selling, que são produtos que se auto complementam como o pacote carro + casas, se transforma em uma seguradora mais diversificada, uma one-stop-buy, em que o cliente pode encontrar todos os seguros que necessita diretamente com uma única empresa. Cria mais perspectivas futuras, ganho de escala com sinergias, soluções individualizadas caso necessário, amplia o portfólio do corretor, retém mais o cliente e tudo mais.

Veja que essa expansão da linha de negócio é algo vantajoso, mas não é uma implementação fácil, o crescimento é bom, mas você, como investidor, precisa focar no longo prazo para conseguir surfar esse crescimento, esses outros segmentos vão crescer, mas o auto ainda vai mandar na empresa por um tempinho. Um exemplo parecido é a participação do Itaú dentro de itausa, ainda vai demora um bom tempo pra eles se descolarem. 

Mas os resultados são agradáveis, sendo que o segmento auto já saiu de 61% da receita total para 56% de 2013 até 2018. Além dos diversos crescimento de market share em todas as outras linhas de negócios.

Tá, ok, mas qual é a desvantagem disso tudo? A desvantagem é que você perde atenção do seu core business, a companhia deixa de ser uma empresa só de auto, você tem o risco dos outros segmentos não darem certo, terem margens menores, puxarem os resultados pra baixo e diminuindo a rentabilidade ao todo. É sempre uma questão de risco-retorno, você pode ficar no seu parquinho onde você manda e se consolidar cada vez mais ou você pode ir lá brinca no parquinhos dos outros e talvez se machucar OU ter uma diversão muito melhor. 

Mas isso tudo é apenas baboseira, to apesar tentado dar uma visão geral de qual é a diferença entre uma empresa focada no seu core business e outra que tenta ser mais diversificada. Cada um tem seus prós e contras. Por exemplo, a empresa Odontoprev é uma empresa de seguros exclusivamente de odonto. 

E qual é a estratégia da empresa? Como ela atua? Nessa parte o primeiro destaque que eu puxo é pro foco no varejo, em pessoas físicas (PF) e em pequenas e médias empresas (PME), tentando sempre pulverizar o risco. Claro que se a empresa focar em grandes corporações ela tenha um número de clientes maiores, mas isso deixa a empresa um pouco dependentes desse clientes, o que é um risco. Isso é importante de pontuar. 


Outro destaque que trago é o foco ao atendimento e relacionamento com o cliente e com os corretores, o que me agrada muito também, pois manter o seu cliente ou o seu vendedor satisfeito é muito importante pra longevidade do negócio, pra retenção de cliente e para fortalecimento da marca. A questão do atendimento individualizado agrega muito valor também. Muitos aqui devem saber que o cliente é o ativo mais importante da empresa e dar essa representatividade de valor é uma base forte pra muitas empresas.

Ela ainda destaca muitas outras estratégias mas eu dei um realce nas que eu me identifico mais. 

Pois bem. A análise até aqui foi em cima do modelo de negócio da empresa e vimos o potencial da empresa de crescimento pro longo prazo. Vimos que as perspectivas são boas, o mercado é favorável, a empresa é boa e tem foco no cliente e em inovação, em ganhar mercado, em explorar outros nichos. Vamos então pros números dela.

Mas vou ficar devendo a segunda parte dessa análise no próximo post. Acontece que esse post vai ficar extremamente grande se eu colocar tudo junto então resolvi colocar essa pausa no meio. Lembrem-se que isso é um estudo pessoal e estou expondo ele aqui apenas como forma de compartilhamento de aprendizado meu e dos leitores, em nenhum momento quero fazer uma indicação ou recomendação (gosto de ter essa back-up das minhas análises pra daqui uns anos quando quiser consultar, além de ficar mais organizável e apresentável). 

Então é isso, fico por aqui, obrigado a todos que conseguiram ler até aqui e se realmente gostarem desse tipo de post eu trago com mais velocidade o próximo, se manisfesta aí nos comentários. É isso é tchau!!

TR

quarta-feira, 1 de julho de 2020

#8 - Fechamento Trimestral - Abril/Maio/Junho de 2020

Fala meus caros, tudo bom?! Vamos para mais um fechamento trimestral porque o acompanhamento não pode parar.

Esses 3 meses foram bem tranquilos em questão de investimentos, não movimentei muita coisa além dos aportes básicos já programados e da estratégia de rentabilidade com opções. Aportei mais um pouco em Urânio, vendi um pouco de bolsa por motivos de aumentar minha reserva de oportunidade e diminuir um pouco meu risco em algumas small caps e também dei uma engordada a mais na minha reserva de emergência. Nada muito alarmante.

Vamos a alguns números:

Abril/2020
Rentabilidade da carteira: +12,43%
Aporte: R$ 4314,80
Estratégia de Opções: +R$ 257,87
Renda Passiva: R$ 70,77
Comprei URNM, SQIA3, alguns bancos e UCAS3, vendi FRAS3 e VULC3

Maio/2020
Rentabilidade da carteira: +7,60%
Aporte: R$ 10.437,42
Estratégia de Opções: +R$ 128,01
Renda Passiva: R$ 0,00
Comprei HURA, SQIA3, e vendi CEAB3, MYPK3, PRIO3 e PETR4

Junho/2020
Rentabilidade da carteira: +6,34%
Aporte: R$ 738,06
Estratégia de Opções: +R$ 505,80
Renda Passiva: R$ 61,92
Comprei HURA e vendi GOAU4, JHSF3, DIRR3, TRIS3, RAPT3, PRIO3, CARD3.

Esse mês de junho reduzi um pouco minha exposição as construtoras porque elas acabaram subindo muito e ultrapassaram o meu limite e o mesmo caso com CardSystem. O aporte desse mês foi baixo para os padrões pois estou de mudança e basicamente montando um apartamento do zero, então segurei o salário para comprar móveis e já estou com metade deles comprados, o aporte de julho deve ser influenciado também.

Sobre o mercado minha cabeça está mais para continuar fazendo caixa caso a bolsa continue dando esticadas para cima e restituir minha reserva de oportunidade que foi quase toda gasta em março. Para quem não sabe em março naquelas queda toda eu aportei aproximadamente R$ 33.000,00 que eu tinha em reserva de oportunidade e agora estou formando ela de novo, atualmente com 12k. Além disso, sigo comprando aos poucos oportunidades que aparecem de empresas que julgo boas.

Sigo cagando para as notícias do mercado em geral, sendo influenciado o mínimo por notícias ou política. Já cansei de ver notícias de coronavirus e corro toda vez que vejo algo parecido com isso. Sigo sonhando em viajar (só porque eu não posso hahaha) e desejando visitar a minha família para ter um pouco de ar nesse isolamento maldito.


Como podem ver, até fevereiro eu consegui me manter acima da minha meta de 1% a.m., mas o Covid acabou invertendo a ordem dos patrimônios e o projetado ganhou uma boa vantagem até agora, mas isso são apenas emoções do caminho, continuo muito confiante, meta mantida ainda em março de 2027. 

Resumindo: três meses sem muito alarme, sem muita emoção (por minha parte, o mercado parece uma criança com bipolaridade no choro), com aportes bons e acima do que eu consigo fazer (fruto de economia de custos) e boa rentabilidade, com tranquilidade e leveza.

TR

terça-feira, 23 de junho de 2020

#7 - Mudar não está sendo fácil

Fala pessoal, vou compartilhar um pouco da minha sofrência pra conseguir me mudar pra um ap de 42 m² para morar sozinho, tá sendo bemmmm difícil.

Primeiro estresse foi o primeiro Ap que tentei alugar. Um apartamento no centro do meu bairro, 2 min a pé do meu trabalho, bem localizado em relação a metrô, mercado, bares, civilização, tudo, mas era um apartamento velho e carinhosamente apelidado de acabadinho. Acontece que quando eu visitei esse apartamento eu tinha gostado, na verdade estava mais atraído pela localização do que pelo imóvel e então decidi fecha. Acabei fazendo algumas exigências pra eu alugar, como colar os tacos do chão que estavam saltando pra fora, consertar a campainha e um vidro de janela quebrado. 

O dono disse que ia resolver tudo e acabou enrolando, e o que eu tinha mais interesse que era o chão ele empurrou pra frente. Nesse tempo o contrato chegou na minha mão e eu vi o relatório da vistoria e vi que não tinha visto o número de tomadas da casa. Sim, acabou que cada comodo tinha apenas uma tomada. Exatamente, uma tomada pra cozinha para se colocar máquina de lavar (era um puxadinho), geladeira, microondas, fogão e talvez um liquidificador de vez em quando, UMA TOMADA.

Meu espírito de engenheiro elétrico voltou pra mim e eu vi o dano que aquilo ali podia fazer, sem fala que a fiação da casa era velha e o quadro de energia totalmente destruído. Reclamei com a imobiliária e com o dono, atentando ao fato que qualquer dano ao móvel por motivos de curto circuito era responsabilidade minha. O dono rebateu falando que era só usar 'direitinho', sem agrupa muita coisa. 

Bem, pra mim essa bomba não era minha, sem fala que eu estava insatisfeito com outras cláusulas do contrato. Fui pra outro ap, um mais novo, reformado, pintado, parte elétrica zerada, mesma metragem e muito melhor, só tinha um porém: a localização. Ele fica a 20 min andando para o meu trabalho e não tem metrô perto, nem supermercado e outros facilitadores. 

Estava precisando mudar de ap rápido pois o prazo do que eu estou atualmente está acabando, então me dei por satisfeito e fechei o contrato. Agora vem os problemas pós contrato: 

Problema 1: Eu trabalho em horário comercial de 8h-17h e para eu começar a me mudar tinha que ter pelo menos luz lá. Liguei pra Enel para pedir pra religar e eles religam em 3 dias úteis, no horário comercial, com o titular da conta (vulto eu) presente. Isto é, não dá! Além de eu não saber quando eles vão, eu também não consigo está lar porque eu trabalho e o meu trampo é meio inflexível. Ainda estou vendo como vou religar a luz, mas já se passou 1 semana e nada.

Problema 2: O prédio é um predinho de 4 andares e o meu fica no quarto, só tem escadas. A escada do térreo para o primeiro andar é estreita, isto é, alto risco de não passar alguns móveis, as marcas de arrasto na parede entregavam isso. Conversei com o zelador e ele confirmou: não dá pra subir cama de casal box, que é exatamente a que eu tenho e que eu comprei com menos de 2 meses. Além disso, agora estou com medo de não subir o sofá que comprei também =S.

É, tá bem complicado. Tenho menos de 1 semana pra mudar, não consegui ligar a luz, sem luz não consigo colocar internet. Alguns móveis não vão subir e pra completar só pode fazer a mudança em dia de semana em qual horário? Comercial!

Daqui algumas semanas eu atualizo vocês dos episódios dessa novela. Estou pensando em fazer um post também sobre gastos de alugar e morar sozinho em um bairro bom de SP e os custos da mudança.

Por hoje e isso, vou continuar na minha saga aqui que ainda falta alguns móveis, acabei de comprar geladeira e microondas, falta fogão, uma mesa e as coisinhas de cozinha pra se ter um ap basicão.

TR

sábado, 13 de junho de 2020

#6 - Reflexões sobre o investidor

Olá meus caros,


Eu estava viajando na maionese esses dias e lembrei das três principais características para se ter a independência financeira e decidi refletir quais são as três principais qualidades/habilidades que um investidor precisa ter para alcançar esse objetivo.


As três principais características são bem simples e creio que a maioria aqui já sabem, mas não custa relembrar:


Patrimônio = Aportes * taxa ^ tempo


Isto é, para se acumular um patrimônio grande que é necessário para se ter uma IF tranquila você precisa de aportes, uma taxa de juros e de tempo. Desses três sem sombra de dúvida o mais importante é o aporte, como já diria o Bastter, foque no seu trabalho e em melhorar o seu aporte.


O aporte é tão importante e majoritário em cima dos outros dois que apenas com ele já é possível se ter uma IF, mas claro, são poucas pessoas que possuem aportes monstruosos a ponto de acelerar muito a IF, mas nós, meros mortais da finansfera, ajudamos e muito os nossos planos quando aportamos mais, seja R$ 200 por mês, seja R$ 2000. 


Depois que espremer a última gota de grana da sua atividade principal a segunda característica é o tempo. Isso é um fato e diversos estudos já feitos mostram como começar cedo é importante. Quanto mais tempo exposto ao mercado mais a taxa de juros trabalha e mais rico você fica. É só pensar no Warren Buffett, não tiro mérito dele nos investimentos de forma alguma, ele de fato é um gênio das finanças, porém, vamos concordar que começar a investir com 11 anos de idade é uma puta vantagem sem igual. 


E, por último, a taxa de juros, que está lá pra fazer a sua mágica, contudo é uma mágica demorada e preguiçosa que só começa a ser perceptível e relevante depois de um bom tempo de mercado e muitos aportes. Taxa alta é bom, mas aporte e tempo são melhores.


Conhecendo essa três características dos investimentos eu consigo caçar as três principais características do investidor e vou tentar ranquear eles com a MINHA OPINIÃO.


A característica mais importante: paciência. Paciência pra esperar os resultados chegarem, paciência pra continuar nessa estrada por muito tempo sem desistir, paciência com a vida e todo o resto que a influencie. Sem paciência não chegamos na IF, sem paciência compramos e vendemos ativos toda hora, giramos o patrimônio e temos uma maior probabilidade de fazer merda, sem paciência ninguém chega na bendita independência financeira.


Segunda habilidade: autodesenvolvimento. O investidor deve ser capaz de se aprimorar, sempre em busca de melhorias pessoais, profissionais e acadêmicas porque assim as chances de aumento salarial são maiores. Depois disso é só manter o padrão de vida de acordo com um nível desejado e fazer aportes cada vez mais gordos.


Terceira e última característica: interesse e estudo por investimentos. Essa habilidade não é tão importante e por isso é a última, já que se o investidor fizer bem as duas etapas anteriores ele consegue alcançar o objetivo da IF com taxas comuns do mercado, como a renda fixa. Todavia, para quem cobiça maiores taxas ou para quem tem um interesse grande pelo mercado (como eu) e busca saber mais sobre o assunto o conhecimento em investimentos ajuda sim a carteira, mas não é nada garantido, pode ajudar a alavancar e tudo mais, e pode nem fazer diferença ou até piorar o resultado. 


Dessa forma, essa reflexão rápida que eu fiz aponta que pra uma caminhada para a IF devemos focar em trabalhar a nossa paciência e o nosso desenvolvimento pessoal, priorizando esses e, depois, quem sabe, com um pouco de interesse e determinação, cair em cima de melhorar a rentabilidade por meio de estudos específicos e análise de mercado. 


Confesso que pulei muito algumas características, comecei pela terceira, querendo sempre ter a maior rentabilidade. Porém sempre tive aptidão para livros e estudos autodidatas, então não cai em nenhum canto de diversos cursos que tem por aí. Com isso acabei me desenvolvendo e também aproveitei um pouquinho disso no trabalho (não que fizesse muita diferença) e, com o tempo, também fui aprendendo a ter paciência. 


E você? Começou por onde? Você concorda com essa pequena reflexão? Deixe o seu comentário aqui dizendo se concorda ou discorda, faça sua crítica, ela será bem vinda!


Até mais =)


TR


sexta-feira, 5 de junho de 2020

#5 - Afinal, Bastter.com é uma lavagem cerebral?!



Olá meus caros, tudo bom com vocês?




Comigo tudo ótimo. Esses dias eu estava perdido por aí nas internets da vida fuçando algumas coisas que gosto e como sempre acabei caindo no assunto investimentos e quando eu vi, o que eu achei?!

Um discussão bem calorosa entre um seguidor do Bastter (e depois apareceu mais um) e um não seguidor das ideias do médico grosso. A discussão era em torno dos ativos que deveria comprar e do balanceamento da carteira. 

Antes de tudo quero dizer que não tenho nada contra o Bastter nem o site dele ou a comunidade, aprendi um pouco com eles e tive a minha experiência, depois sai de lá pra outros cantos, no final do post deixo mais detalhado minha experiência com eles.

O que eu quero trazer pro centro da discussão do post é:

Qual é a merda na cabeça que esses seguidores mais fiéis tem em achar que os ativos deles e o balanceamento de carteira deles é o melhor do mundo?!

Não vou colocar a discussão aqui porque não é o propósito, mas o não seguidor era educado e tentava explicar os pontos e as ideias dele, o seguidor era grosso (acho que absorveu demais do líder) e nem sequer argumentava a altura, só falava que bastter system é o melhor e que você não “pode isso” ou “não pode aquilo”. 

Vamos a minha opinião: carteira de investimento é algo pessoal, completamente personalizado e mutável. Não existe uma carteira de investimento igual a outra porque cada um de nós somos diferentes, temos emoções, decisões, medos, perfis diferentes, mesmo que você assine uma research e siga a carteira deles a sua ainda vai ser diferente, valores, posições, dia da compra, sem falar do medo que vai ter em comprar algumas empresas e a paixonite que vai criar por outras. 

Vou além, uma carteira de investimento (ou um plano de investimento) é extremamente dinâmico, muda facilmente com o tempo. Me coloco como exemplo, eu comecei em renda fixa, fui pra renda variável com a filosofia bastter como comprar por indicadores, com qualidade e sem dívidas e blablabla, depois fui pra análise mais profunda de ações, depois investimento de curto prazo com milhas, alguns bitcoins, empresas americanas, depois entrei fundo nas ideias do Taleb e agora estou em urânio e assim vai. Já comprei dicas, já assinei research e segui as call e em cada momento desse eu tinha uma cabeça pro momento, achando que ia seguir aquilo forever.

Talvez um exemplo comigo seja um pouco forte demais, pois tenho pouca aversão ao risco e sou muito ativo com investimentos. Vamos a exemplos da comunidade. Um muito famoso, o Sr. IF360, tinha no começo só investimentos em tesouro IPCA+, depois mudou drasticamente para FII da noite pro dia, pensou um pouco e comprou ações de dividendos e criptomoedas também. Passou mais um tempo e está investindo em dólar para futuras aquisições (veja a mudança ao longo do tempo).

Outro exemplo, nossa querida Independência Financeira ou Morte,  que desde sempre só tinha renda fixa, CDBs, LCIs e outros, de uns tempo pra cá veio avaliando se entrava em renda variável ou não e, depois de se decidir, foi entrando aos poucos. 

Muitos aqui da finasfera já mudaram, já zeraram a carteira pra comprar um imóvel imperdível, já mudaram pra lá e pra cá. Claro, não significa que todos mudam, temos vários exemplos de pessoas com a sua estratégia definida e segue a risca por muito tempo.

O ponto que eu quero chegar é que NÃO EXISTE essa do Bastter’s que investir é assim e ponto. Compre essa, essa e aquela e coloque aqui no meu sistema que é a melhor decisão. Existem milhares de forma de balancear uma carteira e a Bastter System não é a melhor pra todos, existem diversos ativos por aí e a seleção do Bastter.com não é a melhor pra todos, cada pessoa investe do seu jeito e nós não temos direito de fazer críticas destrutivas e pesadas só pq a pessoa compra ações da Oi, ou ações com altíssimo P/L, ou porque ela não compra ações ou não investe no Brasil/EUA, podemos sim concordar e discordar, expor nossa opinião sem ofensas, porém, sem invadir o espaço pessoal do outro.

Não sei qual é a lavagem cerebral que esse povo recebe, os mais extremistas parecem um monte de zumbi correndo atrás de um cachorro braco ignorante.  Será que é algum pacto que eu não percebi quando era da comunidade? Vai saber ...

O post termina por aqui, mas quem quiser saber a minha opinião sobre o Bastter aí vai:

Foi um dos primeiros sites de investimento que visitei, assinei, li os livros, gostei sim e conheci pessoas lá que sigo até hoje, como o Fabinho do Canal do Holder e o Miller. A filosofia do Bastter de trabalhar pra enriquecer, que devemos focar nos nossos empregos e que bolsa não vai deixar ninguém rico eu concordo muitíssimo, o que eu não concordo agora (na época eu achava sentido) é a análise de empresas por indicadores sem olhar bem o negócio e sem olhar as perspectivas futuras, olhando basicamente pro passado. Os motivos que fizeram eu sair do Bastter foram:

1. A comunidade tóxica e alienada (respostas grosseiras e “voadoras” gratuitas) e;
2. A falta de resposta com embasamento, com conhecimento técnico e profundo, que era o que sempre procurei para me embasar e lá era mais no “acredita e pronto”. 

Sou grato pelo direcionamento inicial que a comunidade Bastter me deu e pelos conhecimentos adquiridos, mas atualmente eu passo longe =).

TR

sexta-feira, 29 de maio de 2020

#4 - Crítica O Investidor Inteligente


Quem aí já leu O Investidor Inteligente?

Esse livro foi publicado pela primeira vez em 1949, sim, em mil novecentos e quarenta e nove. Há mais de 70 anos atrás! Olha a evolução do mundo nesses 70 anos. Olha a evolução do mercado financeiro, da contabilidade, da velocidade da informação, tudo! Agora me diz, como um livro que fala de algo tão dinâmico como finanças pode ainda ser referência em 2020? 

Isso foi possível, primeiro, por causa do seu conteúdo precioso e, segundo, porque o seu autor é uma das maiores referências do mercado financeiro até hoje. Benjamin Graham é muito conhecido por ser o pai da estratégia Buy&Hold (essa mesma que a maioria da finansfera usa) e ser o mentor do grande investidor Warren Buffett.

Mas será que ler esse livro hoje é vantagem? Não é um livro muito desatualizado?

A minha resposta para essa pergunta é sim e não ao mesmo tempo.

Está desatualizado? Sim, sem dúvida. Benjamin veio de uma época que demorava dias ou meses para se comprar uma ação, época das famosas bolsas de valores com um pátio lotado e gente gritando loucamente procurando vendedor ou comprador. Uma época sem tecnologia da informação, as pessoas eram muito mais desinformadas, não porque eram burras, mas porque era custoso ter informação, ela era lenta, estava presa dentro de poucas cabeças ou livros escondidos e de difícil compreensão, o livro o investidor inteligente, na sua primeira edição, tinha mais de 640 páginas.

A contabilidade não era tão centralizada nem tão regulada, dava pra achar algumas fraudes ou erros com frequência. A ineficiência do mercado era mais acentuada, sendo mais ”fácil” ter descorrelação entre preço e valor e, dessa forma, o value investing era mais certeiro.

Mas isso não quer dizer que esse livro é ruim ou que não deveria ser lido. Apesar desses detalhes temporais, o livro ainda é de grande valia para qualquer investidor que quer ir mais a fundo. 

O conceito de Sr Mercado é genial! Pra mim é um dos grandes conceitos filosóficos como a Mão Invisível do Mercado de Adam Smith que, para mim, são conceitos tão fortes que chegam serem atemporais. Para quem quer saber mais sobre esse conceito e outros do livro é só assistir a esse vídeo do canal.



O fato de Graham ensinar a se comportar em relação ao mercado e ensinar que ação é de fato uma empresa, com um modelo de negócio e tudo mais já vale a leitura. De brinde ele ensina balanceamento de carteira, margem de segurança, critérios para seguir (ou não) e a sua concepção sobre a relação de risco retorno, além da sua famosa fórmula de valor pra uma empresa (é pouco ensinamento não!).

Mas isso tudo está no vídeo, o que eu quero focar neste post é se esse tipo de análise é vencedora ou não atualmente. É vencedora? Sim, na minha opinião é, na verdade a maioria das estratégias de ações são vencedoras no longo prazo, mas o que não entra em linha pra mim é o seu método de Buy&Hold. Graham não era um holder raiz (fica até estranho dizer isso porque ele foi o pai da estratégia) pois ele não segurava os ativos até o infinito e além, ele era um investidor de valor e quando o preço da ação se igualava ao valor da empresa ou ultrapassava aos poucos ele vendia. Ele não segurava empresas para o LONGO PRAZO, algo como 15, 20, 30 anos como Warren Buffett fez, ele na verdade vendia muito antes disso, e se a empresa não mostrasse reação (subisse a cotação) em 1 ou 2 anos ele se desfazia do investimento e procurava outro. 

O fato é que o value investing funciona bem pra quem sabe aplicar, não é algo fácil de aplicar, ser um investidor empreendedor demanda muito, requer dedicação, tempo, conhecimento e senso crítico. Saber qual tipo de investidor você quer ser antes de sair copiando as estratégias é crucial pra não ter frustração de expectativa, no livro temos a opção de investidor defensivo, de investidor empreendedor e de especulador. 

A vantagem de ler muito e conhecer várias estratégias diferentes de investidores fodas é que você vai copiando um pouquinho de cada um, aquilo que você gosta, entende, concorda e quer aplicar. Por exemplo, aproveitar os conceitos e a estratégia de Graham como o Sr. Mercado e margem de segurança e misturar com os ensinamentos de Warren Buffett.

Buffett conseguiu ir além e aperfeiçoou a técnica de Graham, ele percebeu que as ações que ele vendia quando chegavam no seu valor estimado continuavam crescendo muito ano após ano. Ele viu que vender essas ações não eram tão vantajoso assim, que era mais vantajoso não vender e surfar o crescimento da empresa e nunca pagar impostos sobre o lucro, já que nunca vai vender. Se a empresa for boa mesmo, você lucra sim com o crescimento patrimonial que ela dá, mas esse não é o principal, você lucra com os dividendos, que mostram o seu poder somente no longo prazo, acima de 15 anos, vantagem que não é possível aproveitar possuindo a ação por apenas 3 ou 4 anos ou utilizando o método de Graham, já que o foco dele era mais nos números e na cotação do que na qualidade da empresa e nas vantagens competitivas. Buffett tem na carteira hoje ações que ele comprou na década de 70 e que nunca pensou em vender e que rende para ele hoje dividendos anuais bilionários, sem nunca ter pago uma migalha de imposto em cima desse lucro (exceto o imposto em fonte antes de receber os dividendos)

Esse é um dos motivos pelo qual eu adoto mais a vertente Buy&Hold de Buffett do que a de Benjamin Graham. Porém, isso não tira o meu brilho no olho pelo livro. O investidor inteligente não é um livro tão acrônico que nem os livros filosóficos, mas é uma obra prima do mundo dos investimentos e um dos mais importante pra se formar a mentalidade financeira de um investidor que quer investir COM inteligência. 

Recomendo, recomendo fortemente esse livro, mas apenas se você já tiver um tempinho de mercado, já tiver uma carteira dando umas calejadas. Iniciantes não iriam absorver bem as informações que ele passaria, sendo necessária uma releitura mais tarde. 

Esse foi a primeira crítica de livros de finanças. Comentem aí o que acharam e se devo fazer mais desses posts. Aceito qualquer tipo de sugestões e críticas.

Até semana que vem!

TR.

Obs.: Caso tenha interesse clique aqui e compre o livro pela Amazon. Eu sou afiliado deles e comprado pelo link eu ganho uns trocados seus (ou deles).

quinta-feira, 21 de maio de 2020

#3 - Como economizar muuuuuito com Nubank!


Fala meus caros, beleza?

Bom contador de moedinhas que eu sou, quando comecei a gastar bem no cartão de crédito (leia-se R$ 1.000,00) eu logo procurei ir atrás de um que eu teria uma vantagem econômica boa, gostasse do atendimento e fosse funcional o mínimo possível.

Logo cai de cara com o Nubank, um cartão totalmente digital, internacional, sem anuidade, com algumas vantagem e o que mais me encantou, o App. Sim, o aplicativo, antes eu já tinha testado BB e Santander e nenhum dos dois me encantaram, o BB era horrível para demonstrar seus gastos e tudo mais, demorava dias pra aparecer na fatura do App e o Santander era bemmmm melhor, mas cobrava uma "anuidade" caso não usa-se tantos X reais por mês e mesmo eu usando esse mínimo isso me incomodava um pouco.

Pois bem, virei um Nu e comecei a gastar bem nele e, por acaso, foi a época que comecei a investir em milhas aéreas (época boa viu!) e acabei me interessando por programas de milhagem dos cartões e fui lá como um bom contador de centavos ver qual era aquele que ia me dar uma maior vantagem.

Tem muito post por aí falando a vantagem X do cartão Y e tudo mais, mas aqui eu vou me concentrar no Nubank e porque eu acho que muitos menosprezam o seu sistema de pontos Rewards e como eu economizei muito com eles.

O sistema Rewards do Nubank é bem simples, você gasta no cartão e a cada R$ 1,00 gasto você ganha 1 ponto. Gaste mais, acumule mais e gaste seus pontos. A grande diferença do Nubank pro restos dos cartões é que eles atrelam isso as milhagens, isto é, a empresas como Smile, Multiplus, Dots e, bom matemático como sou, eu vi que não valia muito a pena, valeria sim pra algumas passagens mas esse mercado é muito dinâmico e uma hora tem promoção boa que você consegue aproveitar e outra hora você gasta 5x mais milhas pra conseguir o voo quando você quer. Ou seja, naquela época o Nubank inovou dando um cartão que ganhava pontos em que você poderia gastar com outras coisas, na verdade hoje você basicamente gasta com o que você quiser pois você "apaga" a fatura que você gastou.

Exemplo pra ficar mais claro. Suponha que você quer economizar R$ 100,00 pra pagar uma panela, mas essa panela está num supermercado local que ninguém conhece e não tem parceria com nenhuma empresa famosa de pontos. No Nubank você não precisa ter essa parceria, basta você apagar qualquer outra conta que vale R$ 100,00 que dá na mesma, você consegue "comprar" a panela ou economizar pra compra dela indiretamente, você não fica preso a comprar uma passagem aérea ou a gastar seus pontos em produtos superfaturados no site de Multiplus. Outra linda e grande vantagem é que esses pontos não expiram, são seus pra sempre, sem pressa de gastar! Talvez vocês não tenham noção do quanto que uma empresa dessas ganha com pontos expirados, não estou chorando com pontos desperdiçados dos outros, mas não ter uma dead-line te apressando é muito bom.

Mas vale a pena?

 

Bem, depende. Depende do quanto você gasta por mês no cartão. O programa Nubank Rewards cobra R$ 19/mês ou R$ 190/ano e é lógico que eu assino o anual. Pra valer a pena eles mesmos informam que você tem que gastar no mínimo R$ 1.600,00 pra começar a compensar. Eu gastava isso? Não, mas tinha planos de investir com o cartão de crédito e comecei a gastar muito (investia comprando milhas) e eu comecei a concentrar todos os meus gastos no cartão, antes o que era usado pouco e custava algo em torno de mil reais por mês subiu facilmente pra dois mil quando coloquei conta de internet, celular, almoços, parei de pagar coisas no débito. Sem falar em 2 viagens internacionais que eu fiz que acabei usando o cartão queira ou não (não sou burro nem alienado, as duas eu levei muito dinheiro em espécie, mas passagem de avião e algumas emergências e situações fizeram eu gastar nele).

Veja que eu não comecei a gastar mais pra querer acumular, eu só transferi o que eu pagava em dinheiro/boleto/débito para o crédito.

Bem, resumo da ópera, pra mim valeu a pena gastar esses 2 anos com Nubank Rewards? Ohh se valeu. Como eu anoto tudo que gasto e anotei tudo que "apaguei" no Nubank, sei exatamente o quanto que eu economizei (o App também tem o histórico de tudo que você apagou) e esses valor foi de R$ 1.197,33.

Veja a minha tabelinha do que eu apaguei todo esse tempo.

  

E veja que já está incluso as duas anuidades que paguei nesses dois anos, a terceira vai ser cobrada agora no meio do ano. Mas ainda tenho bala na agulha, tenho aproximadamente 11 mil pontos para apagar qualquer coisa dos meus gastos. Como não sou bobo eu apago aqueles que tem a relação 80 pontos = R$ 1, e isso dá mais uns R$ 130 reais pra gastar.

Repito, vale a pena se você gastar bem no seu cartão de crédito e como eu disse, uma das coisas que me impulsionou foi eu ter gastos de investimento em milhas que tiravam uns 2k por mês até eu parar de investir nelas (parei de investir no meio de 2019). Mas mesmo assim, eu mudei de cidade, comecei a morar sozinho e concentro quase tudo no cartão de crédito (outra ressalva, eu sou extremamente controlado com finanças, então eu sei me regular pra isso e não sou gastador compulsivo), se eu gasto 3000 de custos fixos por mês eu consigo passar uns 2500 no cartão. Além disso, comprei aparelhos caros no cartão que já matam a vantagem do mês como o meu notebook e o monitor. Mas vou repetir de novo, não adianta querer comprar tudo no cartão só pra ter essa economia, quando o boletão dá aquele desconto de 10% não tem matemática que salve Hahahah.

Sei que R$ 1.197,33 não é lá essas coisas de economia em 2 anos, mas pra mim é melhor do que ter gasto isso ou pior, tem gente que PAGA pra usar cartão de crédito só porque acha que daqui 2 anos vai comprar uma passagem pra Fortaleza "mais barata" com as milhas. Lembro que quando procurei a relação custo/benefícios dos cartões maiores pra ganhar milhas ou dólar a vantagem não era lá essas coisas e o Nubank tinha a vantagem de já ser do meu agrado e de poder economizar com as parcelas também.

Para quem não sabe existe a opção também de antecipar parcelas de compras feitas recebendo desconto. Sim, você recebe um descontinho por "parcelar" as suas compras. Os juros variam de acordo com a demanda, mas geralmente quando eu antecipo fica em torno de 5-6% ao ano, e olha que já fiz muita antecipação.

Como que faço então para economizar com isso? 

Geralmente o desconto só vale a pena em compras "grandes", aquelas que geralmente a galera disponibiliza parcela. Antigamente eu sempre pagava tudo que comprava com o cartão de crédito a vista, não gosto de parcelas, dão a ilusão que você tem poucos gastos e fica mais folgado com o policiamento da economia. Agora se eu posso parcela sem juros então eu parcelo.

Eu faço a comprar com o maior número de parcelas possíveis sem juros (quanto maior o número mais desconto), espero a comprar ser consolidada no App e depois antecipo elas. Na prática é como se eu não tivesse parcelado e comprado à vista, mas nesse esquema eu consigo economizar bons trocados.

Alguns exemplos reais que busquei do meu roxinho:

Kindle de R$ 239,00 parcelado em 6x.
- Economia de R$ 10,52
Passagem de avião de R$ 232,00 parcelado em 6x
- Economia de R$ 3,39
Memória RAM de R$ 127,30 parcelado em 12x
- Economia de R$ 5,06
Seguro Viagem de R$ 85,00 parcelado em 4x
- Economia de R$ 3,63
Tênis Netshoes de R$ 129,90 parcelado em 3x
- Economia de R$1,45
Passagem de avião de R$ 1432,50 parcelado em 10x
- Economia de R$ 82,31
Notebook de R$ 4559,99 parcelado em 12x
- Economia de R$ 202,72

Nenhuma dessas compras tinham outro método de economia como pagar no boleto ou outros. 
Só nessas compras aí já foram R$ 309,08 de economia, apenas por usar a antecipação de parcelas.

Agora até pra pagar bala eu pergunto se parcela, hahaha!

 TR


#9 - Análise Completa da Porto Seguro - PSSA3

AVISO! Já deixo avisado que esse post será grande. E aí meus leitores, beleza?  Eu vou trazer algumas análises de empresas...

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